Transtorno dismórfico corporal

Transtorno dismorfico corporal dra milliane rossafa

A realidade atual, em que o corpo, a beleza e a aparência física são cada dia mais valorizados, influenciam no desenvolvimento desse e outros transtornos emocionais. Dismorfia é um termo usado para diferenciar aquilo que a pessoa acredita ser e o que realmente é.

O transtorno dismórfico corporal se caracteriza por comportamentos distorcidos em relação à autoimagem, com preocupação excessiva relativa à imagem corporal. Esses defeitos percebidos pelo indivíduo não são observáveis ou quase imperceptíveis para outras pessoas e os pensamentos sobre a tal “falha” são confusos, intrusivos e compulsivos, ocupando muitas horas do dia do indivíduo. Ocorrem comportamentos repetitivos de se comparar a outras pessoas, verificar com frequência o suposto defeito, tentam camuflar com maquiagem, roupas, chapéus o que lhes incomodam e geram ansiedade.

O TDC não deve ser confundido com uma preocupação normal com a aparência. A fronteira é subjetiva e por isso é uma doença difícil de identificar. É sentido como um problema na aparência física, o que pode levar as pessoas que sofrem com a doença a procurar auxílio na cirurgia plástica, na dermatologia, academia e odontologia é sentido como um problema na aparência física, o que pode levar as pessoas que sofrem com a doença a procurar auxílio na cirurgia plástica, na dermatologia, academia e odontologia. Algumas pessoas causam lesões na pele tentando melhorar o que lhe incomoda, podem comprar roupas compulsivamente, exagerar nos exercícios físicos. A diferença com preocupações normais com aparência são os prejuízos no funcionamento social e profissional na vida dessa pessoa. Além de perder tempo tentando disfarçar seus “defeitos”, muitas vezes se limita a certos ambientes e o risco de suicídio é alto.

As causas podem ser ambientais como abuso na infância, negligência, bullyng, genética e até culturais.

A melhor forma de combater e prevenir este distúrbio está justamente na aceitação do corpo e no fim da pressão para se encaixar em padrões estéticos ou sociais.

Além do tratamento psicoterápico, muitas vezes o medicamento também é necessário para ajudar o paciente a modificar comportamentos e pensamentos obsessivos, ajudando na recuperação da sua auto-estima e em seus relacionamentos.

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