A depressão resistente é representada pela permanência dos sintomas após o tratamento com dois antidepressivos diferentes, em dose e tempo adequados. Deve-se levar em consideração se o paciente realmente aderiu ao tratamento em tempo e doses corretas.
Aproximadamente um terço dos pacientes com depressão não atingem remissão. As estratégias medicamentosas mais comumente utilizadas para a abordagem da depressão resistente são a substituição, a potencialização e a combinação de antidepressivos (essas combinações e potencializações medicamentosas podem ser feitas com antidepressivos,antipsicóticos e estabilizadores de humor).
Existem vários motivos que podem levar à resistência. Causas clínicas, como hipotireoidismo, déficits nutricionais ou outros diagnósticos psiquiátricos, transtorno bipolar não diagnosticado corretamente. Algum tipo de trauma e questões genéticas também podem atrapalhar o efeito correto dos medicamentos.
É importante aguardar que as medicações façam efeito, algumas levam de 6 a 8 semanas para iniciar ação terapêutica,as vezes precisam de ajuste de dose.
Além da medicação, tratamentos como eletroconvulsoterapia, estimulação magnética transcraniana, e mais recente a escetamina tem demosntrado bons resultados nas depressões resistentes.
É fato que a depressão vai muito além da tristeza, ela reduz a qualidade de vida, afeta não só o paciente mais afamilia também. A medicina tem evoluído e estudos estão cada vez mais focados em tratamentos inovadores.

