A doença do mau humor – Distimia

Mau humor, muitas pessoas podem ter e tem dias que é impossível disfarçar, não é mesmo? Mas você sabia que o mau humor contínuo pode sinalizar um tipo de depressão mais branda, porém longa? Sim, e esses sintomas tem um nome: Distimia.


A distimia também é conhecida como doença do mau humor ou Transtorno Depressivo Persistente, e é uma expressão ou subtipo crônico da depressão. Nela, você identifica sintomas de depressão leve por até 2 anos e durante praticamente todos os dias, no entanto, esse termo leva a uma concepção errônea de que se trata de um transtorno menos sério e mais fácil de se lidar, o que não é o caso.


Trata-se de um transtorno que se manifesta de maneira silenciosa e devagar, tornando isso parte da pessoa. Com a falta de prazer e a falta de ânimo, muitas pessoas encaram a pessoa como mal humorada ou ranzinza, sem notar que isso pode ser uma doença.


Entre os sintomas da desordem, pode-se destacar: irritabilidade, baixa auto-estima, desânimo, desmotivação, agressividade, perda ou amento do apetite, insônia, fadiga, desconcentração, autocrítica entre outros. Além dos sintomas leves de depressão que duram muito tempo, os distímicos vão somando pequenas perdas que, ao longo do tempo, se tornam muitas. Pode ser nos relacionamentos, sofrimentos ou excesso de trabalho. É preciso verificar se esse acúmulo ocorre e como a pessoa lida com ele.

Causas
Desequilíbrio químico dos neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina, que apresentam redução em sua apresentação normal. Fatores ambientais, ou seja, o espaço de convivência, as experiências e situações que as pessoas são colocadas interferem em seu nível psicológico e podem se transformar em doenças.

Fatores genéticos
O diagnóstico é essencialmente clínico (exame psíquico e história da doença), isto é, não há exames laboratoriais que possam auxiliar. Obviamente, como na maioria das doenças psiquiátricas, por ser um diagnóstico de exclusão, devem ser pesquisadas doenças clínicas que podem causar síndromes depressivas.


É muito comum que as pessoas com esta doença procurem outros especialistas com queixas físicas como dificuldade para dormir, dores e fadiga, não valorizando os sintomas relacionados mais diretamente com a tristeza, pois pensam que isto é normal, já que sempre tiveram este comportamento ou “personalidade” e pensam que isto não é algo normal.
Sabe-se que o uso de antidepressivo é capaz de eliminar ou amenizar os sintomas distímicos.
A psicoterapia também é útil como adjuvante no tratamento.


É de vital importância esclarecer ao paciente que, como em todo o tratamento com antidepressivos, há um tempo de latência de 2 a 8 semanas para que se percebam os efeitos benéficos, pois o abandono do tratamento é muito comum já que caracteristicamente o paciente tende a ser descrente e desconfiar da possibilidade de melhora ou cura.
A partir do momento em que há melhora completa dos sintomas recomenda-se avaliação médica e se for o caso retirada da medicação.

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